Este é o meu blogue de viagens.

sábado, 19 de maio de 2012

Tenondé Park Hotel em São Miguel das Missões





Se você quer conhecer as Missões Jesuíticas do RS, especialmente as Ruínas de São Miguel, indico este hotel, que fica muito bem localizado, próximo ao parque.  Quando eu estive lá se chamava Wilson Park Hotel. Atualmente se chama Tenondé Park Hotel.





Barreado



foto da internet

O barreado é o prato típico do litoral paranaense. Eu fui devidamente apresentada a ele em Morretes, já há alguns anos. Sua origem é açoriana de um ritual de 300 anos ainda seguido no preparo do prato. A origem é atribuída aos portugueses que vieram para o litoral do Paraná no século XVIII. Os registros antigos indicam a Ilha de Guaraqueçaba como a disseminadora da receita. O tempero do prato seguiu junto com outras manifestações culturais para o continente, entre elas o fandango, dança de tamancos ao som da rabeca.
A simplicidade na preparação do prato garantiu que a receita fosse mantida com os mesmos ingredientes e características. Uma delas é que mesmo requentado mantém o seu sabor, pois o caldo grosso que se forma é que mantém o sabor da carne.
O prato consiste em uma carne cozida, servida com arroz e farinha de mandioca. O segredo na preparação é o tempo de cozimento na panela de barro - cerca de vinte horas - o suficiente para desfiar toda a carne. Depois de cozida, as fibras da carne se soltam resultando em um caldo grosso e saboroso. Para manter o sabor da carne, é preciso vedar a panela com uma massa de farinha e água, um barro preparado para manter o vapor dentro da panela.

Tradicionalmente o prato é acompanhado de frutas: bananas (com banana o gosto se completa) e laranjas. A cachaça de banana pode ser servida como aperitivo. Como entrada ao prato principal, pode ser servido o bolinho de barreado (bolinho frito recheado com banana amassada e a carne do barreado).

A receita você encontra aqui.

Bon Appétit.





Filmes que inspiram a viajar




Mais um filme que inspira a viajar. 

Letters to Juliet (br / ptCartas para Julieta) é um filme norte-americano de romance lançado em 2010, dirigido por Gary Winick. Estrelado por Amanda SeyfriedChris EganVanessa RedgraveGael García Bernal e Franco Nero.

Sophie e Victor viajam à Verona palco da história Romeu e Julieta para uma pré lua-de-mel. Só que Victor está mais interessado em fazer contatos para seu futuro restaurante em Nova York, enquanto Sophie se distrai com um grupo de voluntárias que responde cartas endereçadas a Romeu e Julieta, procurando conselhos amorosos. Enquanto ajuda as voluntárias, ela encontra uma carta escrita em 1957 de uma senhora chamada Claire. Sophie responde à carta. Claire acompanhada de seu neto Charlie vão à Itália e tentam encontrar Lorenzo, o verdadeiro amor de Claire.

as informações são da wikipédia.

Veja o trailler







quinta-feira, 17 de maio de 2012

Machu Picchu Brasil





Bueno, eu já escrevi muito sobre o Peru, sobre Lima, sobre Cusco, sobre os Incas, sobre Machu Picchu, sobre... A viagem foi maravilhosa, foi perfeita. Gosto de viajar meio por conta, mas quando tenho pouco tempo eu preciso otimizá-lo e aí procuro por um roteiro meio pronto, meio organizado, para não perder tempo - se é que se perde tempo em viagem - no destino.

E assim, meio por acaso, descobri a Machu Picchu Brasil e comprei o roteiro, tudo via internet, fazendo as minhas adaptações: dias livres para as surpresas que uma viagem proporciona.

A equipe é maravilhosa. A gente se sentiu em casa em Cusco. Tudo saiu perfeito. Até as nossas invenções eles conseguiram realizar (chicha de jora, cuy, uma pessoa para ler hojas de coca, chifa...). O pessoal é incansável e superresponsável. Nós só temos a agradecer ao Willian, à Magaly, ao Darcy, enfim, a todos da Machu Picchu Brasil.

Já disse isso tudo a eles. Mas nunca é demais elogiar. SUPERRECOMENDO!


Boa viagem para você também!







Outros templos incas - Cusco



Q'orikancha significa 'cercado dourado'. Foi construído em honra de Inti, o Deus-Sol. Foi o templo inca mais rico e suas paredes eram revestidas de ouro e pedras preciosas. O jardim tinha estátuas de ouro e prata em tamanho natural de animais, árvores locais e pés de milho. corpos mumificados de incas nobres eram mantidos aqui para cerimônias. Os tesouros do templo foram tomados logo após a chegada dos conquistadores.







Tambomachay está a 11km de Cusco e é de fácil acesso. Aqui, uma nascente foi aproveitada para formar fontes, que eram sagradas para os Incas. A série de plataformas, nichos e fontes demonstram a adoração dos Incas pela água, como força vital. Acredita-se que este local era dedicado à divindade Água.


Puca Pucara significa Forte Vermelho, em quéchua. Provavelmente este local servia como tambo, ou parada para descanso, em vez de um posto militar. O complexo tem salas, praças, caminhos, aquedutos e mirantes.



Qenko significa labirinto. Para se chegar até a sala sagrada, se anda por um labirinto de pedras. Nessa sala há uma mesa de pedra, provavelmente usada para sacrifícios, cuja temperatura é constantemente negativa. Basta por a mão para se verificar o quão gelada é ao toque. Por suas canaletas ora escorria sangue, ora chicha durante as cerimônias em honra ao sol, à lua e às estrelas.





Em todos esses lugares se pode verificar o quanto os Incas eram inteligentes. Sempre lembrando que a civilização durou 100 anos e que eles não conheciam a escrita. Volto a me perguntar: Como eles conseguiram tudo? Talvez um dia se descubra a resposta. Talvez não.











domingo, 13 de maio de 2012

Cores e sabores do Peru




Viajar é abrir a mente para novas experiências, o peito para novas sensações e, porque não dizer, a boca para novos sabores. Além disso tudo, o olfato fica aguçado para novos aromas e o ouvido para novos sons. E no Peru não foi diferente.

Comemos uma salada com o nome de 'namorado' e tomamos a Cusqueña, a cerveja produzida em Cusco.




Mas não pude deixar de tomar a Chicha Morada, um refrigerante com gosto de Fanta Uva. Só com muito gelo para descer, vez que dulcíssimo. Aliás, lá eles bebem tudo em temperatura natural... Às vezes era difícil, para não se dizer impossível, conseguir gelo.


Em Taquile, fomos agraciados com uma deliciosa sopa de Quinoa e legumes. E de sobremesa, um delicioso chá de Muña, que tem o mesmo efeito do chá de coca.


Em Puno, nos deliciamos com esta belezura de chocolate...


... e com esta outra de Lúcuma.


Na volta para Cusco, resolvemos experimentar o Jujuy, uma rede de sanduíches e sucos naturais, do tipo Feira da Fruta, de Porto Alegre. 


Na noite fria, uma Cusqueña Negra para aquecer.


Nos deliciamos com as Chifas, os restaurantes de comida chinoperuana. A colônia chinesa é a maior população estrangeira no Peru.



Chicha de Jora e Chicha de Morango. Sim, nós tomamos! E o pior: eu adorei! Sabe como é feita? Não? É de milho mastigado e cuspido. A fermentação se dá através da saliva. Era a bebida sagrada dos Incas. Impossível não prová-la! A viagem para mim ficaria incompleta.


Apesar de indicações contrárias, nesta Picantería, comi Cuy, uma saborosa carne de... Porquinho da Índia! Lá é uma iguaria, realmente deliciosa.



Não podia faltar o famoso chá de coca ou mate de coca para amenizar os efeitos da altitude.


Em Lima, degustei as Conchitas de Abanico (Vieiras, no Brasil).


O Peru produz mais de 3500 tipos de batatas.


Estas são as pimentas usadas no Ceviche, cuja receita já passei aqui.


Também é grande a produção de milho (maíz, choclo). Este preto se chama chicha morada, aquela do refrigerante do início do post.


Frutas diferentes são facilmente encontradas. Aqui temos a Tuna Amarilla e a Tuna Roja...


... e o Pacae.


Mas também temos deliciosas e coloridas maçãs.


A Lúcuma, deliciosa em tortas e sorvetes.


A bebida mais famosa do Peru: a Inca Kola, com o seu gosto característico de Cebion...


Achou ruim? Tomamo a Kola Inglesa, com gosto de groselha.


Também nos deliciamos com esta Tartilla de Lúcuma e o Suspiro Limeño...


Sabores que ficaram na memória. Ah, e eu não falei do Pisco Sour, a bebida típica, porque já me referi a ela aqui.

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Wayna Picchu




Se Machu Picchu significa Velha Montanha, Wayna Picchu é a Montanha Jovem que guarda a Velha Montanha. Quando chegamos em Machu Picchu, por volta de 7h30min da manhã, o tempo estava fechado e chovia. Olhávamos para Wayna Picchu e não tínhamos a certeza de que conseguiríamos (ou que valeria a pena) subir. Entretanto, quando o tempo abria um pouquinho, víamos as pessoas em miniatura andando para lá e para cá. Isso aguçou muito a nossa vontade de lá chegar.


Um amigo que certa vez esteve lá me falou de Wayna Picchu e lembro de ter ficado maravilhada com o seu relato. E pensei que um dia eu também iria lá conhecer esse lugar, não ia me contentar em visitar apenas Machu Picchu. E esse desejo se realizou.


Após uma visita de mais de 3h em Machu Picchu, Darcy, nosso guia, nos largou no portal que dá acesso a Wayna Picchu. Ali, você assina um livro em que consta a data e a hora da sua subida, além de você estar assumindo a sua responsabilidade pela íngreme subida. Sim, é quase uma escalada!


Você anda, anda, sobe, sobe, se cansa muito e o cume não chega. E o que é pior: você não tem noção de que altura da trilha você está. Mas o mais legal é que o pessoal que está descendo a trilha te incentiva a continuar. É muito cansativo e de grande dificuldade (pelo menos para mim, que não faço atividade aeróbica...)



Quando você acha que está chegando e já perdeu a noção do tempo, você se depara com essa placa, de que ainda faltam 25 minutos de caminhada rumo ao céu! Juro que dá vontade de desistir! Mas a minha irmã não me deixou, pelo contrário me incentivou a seguir!


A vista de Machu Picchu fica cada vez mais interessante. E quando você se vira para trás e vê as ruínas, o choro é inevitável!



Mas com calma, a gente chega ao topo. Foram 1h30min de caminhada rumo ao céu. E a sensação de vitória e a compensação pelo esforço apagam todo e qualquer cansaço. A vista é inesquecível. E as lágrimas brotaram por ter conseguido conquistar mais um objetivo.




Machu Picchu é realmente um lugar inesquecível!